O CAVALO DE TROIA NO PARQUINHO DO BRASIL
- comunicacaoapolina
- 18 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Texto do vereador Claudio Apolinario
Quando a proteção às crianças vira cortina de fumaça para o avanço do controle estatal

Na pracinha do bairro, apareceu um brinquedo novo.
Um cavalo de madeira gigantesco, pintado com cores vibrantes, olhos bondosos, sorrisos desenhados... e uma plaquinha: “Em defesa das crianças.”
As famílias se aproximavam com curiosidade.
Alguns aplaudiam. Outros tiravam fotos.
Era tudo muito bonito.
Parecia nobre.
Afinal...
Quem seria contra a proteção das crianças?
Mas o que quase ninguém via — ou preferia ignorar —
é que dentro daquele cavalo colorido… havia algo escondido.
Um exército silencioso, com bandeiras vermelhas, discursos prontos e intenções muito bem ensaiadas.
Esperando o momento certo para dar o bote.
Esta história é velha, mas continua funcionando.
Pega-se uma causa legítima... e se usa como cavalo de Troia para empurrar, goela abaixo, uma agenda ditatorial.
Foi exatamente o que aconteceu nestes últimos dias.
Um influenciador famoso viralizou ao denunciar um caso gravíssimo de exploração infantil.
A indignação foi geral e justa.
Mas bastaram 24 horas para que os censuradores de plantão montassem o seu palanque.
A esquerda inteira saiu do silêncio: os políticos de sempre, os artistas militantes e até o governo federal.
Mas você reparou que ninguém apareceu para punir os verdadeiros culpados?
Que ninguém propôs medidas reais de proteção às crianças.
O coro era outro. Já pronto e ensaiado: “Precisamos regular as redes sociais.”
As mesmas redes por onde denúncias como essa ganham voz.
As mesmas redes onde a verdade corre quando a velha imprensa se cala.
As mesmas redes onde a liberdade, ainda que ferida, está sobrevivendo.
O plano está escancarado.
Usam a dor como trampolim.
Transformam o choro de uma criança em oportunidade de poder.
Como se proteger as crianças exigisse censura.
Como se o problema fosse a liberdade — e não os criminosos.
Enquanto isso, projetos sérios como o aumento de penas para crimes hediondos, a castração química de pedófilos e a criação de um cadastro nacional de abusadores… estão todos parados. Engavetados. Boicotados.
Sabe por quem? Pela mesma esquerda que diz proteger as crianças…
Mas que só aparece quando o assunto é controle.
Por quê?
Porque calar você é mais útil do que punir quem faz mal a uma criança.
Porque vigiar seu pensamento dá mais poder do que vigiar um predador.
E assim, na pracinha do Brasil, o cavalo de madeira continua lá.
Colorido.
Brilhante.
Alegre.
Mas por dentro…
Carrega algo sombrio.
A aliança com ditaduras.
E sabe o que é mais perigoso?
É que muita gente ainda bate palma em volta do cavalo,
achando que está lutando do lado certo.
Cuidado.
Nem todo brinquedo no parque é seguro.
Nem toda bandeira levantada em nome das crianças é sincera.
O verdadeiro defensor da infância não busca palco, nem poder.
Busca justiça.
E a liberdade...
essa sim...
precisa ser protegida antes que seja presa numa cela de eufemismos…
E rebatizada de “segurança digital.”




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